sábado, 14 de junho de 2008

We're All Stars Now...


Me deparei com isso na parada de ônibus semana passada, mas demorei para postar, tive preguiça e O Pequeno Príncipe era mais apropriado para o início da semana. O que dizer? Pronto, agora já vi de tudo... Bem, poderia tentar fazer uma análise tendenciosa da cultura pop mas ao invés disso prefiro admitir que se os amigos tivessem se interessado eu iria com eles. Só acho R$ 30,00 um valor muito alto para escutar alguém mandando você tomar no cu.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Nota importante

Os posts de 2007 não são meus, aparentemente eu usurpei o domínio de uma adolescente.

terça-feira, 10 de junho de 2008

XXI

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

("O Pequeno Príncipe", Antoine de Saint-Exupéry 1943)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Não há vagas

Os concursos públicos vêm revolucionando a sociedade cada vez mais, hoje em dia até as pessoas estão fazendo cadastro de reserva.
Estou certo de que nesse certame existe um sistema de cota para os mais abonados, afinal de contas, eles são minoria.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Veja: Foram Eles

Semana passada descobri algo incrível: A redação da revista Veja é dotada da mesma tecnologia mostrada no filme de ficção Minority Report o que confere a mesma a capacidade de antecipar eventos futuros, na ocasião, o veredicto do caso Isabella.

Mesmo contando com precogs, deviam lembrar do princípio constitucional de presunção da inocência, seria menos... antiético...

Até o cara que vende pipoca na frente do cursinho já diz que foi homicídio triplamente qualificado. Aí é que tá, a intenção de matar não seria um requisito? Acho que se a menina tivesse morrido no estrangulamento, cabia uma lesão corporal com resultado morte (dolo eventual?) e ainda um vilipêndio de cadáver. Como ela morreu na queda, a morte não foi o resultado da lesão corporal e sim do descarte do corpo, só que o assassino não sabia disso, ou sabia? E ainda tem o fato do cara ser garantidor (pai)...

Ninguém pode dizer ao certo o que aconteceu, nem mesmo a polícia - que nem isolou imediatamente a cena do crime - tudo que sabemos é que agora ao comprar a Veja, podemos ler hoje as notícias de amanhã.
Achar, eu posso achar até com "absoluta certeza" mas afirmar é outra história...

sábado, 26 de abril de 2008

Etanol

É engraçado como as pessoas que criticam o biocombustível são, em sua grande maioria, as mesmas que não abrem mão de andar em seus carros e usar o transporte coletivo.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Concursos Públicos

É engraçado como são essas provas de concurso, quanto mais a gente estuda, menos tempo a gente tem para fazer a prova, acho que quando absorvemos um grande volume de informações - ou de fato aprendemos coisas - nos agarramos às provas e enrolamos com ela até o final do tempo, a contemplamos esperando que algo venha a mente. Lembro da época em que eu apenas jogava na loteria: era o primeiro a sair da sala! Quer dizer, não o primeiro, esperava uma pessoas sairem antes porque eu ficava sem graça pois não existe essa história de que saiu cedo porque sabia muito, quem sai logo é burro mesmo.

Outra coisa engraçada é como as pessoas meio que desenvolvem uma espécie de "síndrome de Estocolmo" com os aplicadores de prova, elas desenvolvem um certo laço de simpatia e reverência esquecendo-se de que aquelas pessoas normalmente possuem empregos enfadonhos - quando possuem - e desejam "boa sorte" apenas por educação, na verdade eles querem que todos os concurseiros se fodam para continuarem havendo mais e mais concursos e eles serem fiscais o resto da vida.Justo. Eu no lugar deles faria o mesmo.

Nessa última vez ainda tive a sorte de pegar um chefe de sala que parecia que estava morrendo de tuberculose (não parava de tossir o infeliz).Ele alternava entre tossir, amassar papel, dar instruções óbvias. Odiei todos os fiscais e tive vontade de socar a cara deles, tive a sorte de pegar a equipe mais feia, burra, inconveniente e tuberculosa de todo o certame.